06 junho 2010

As dúvidas sempre surgem

Surgem e não vão embora tão cedo.
O maior problema com as dúvidas é quando não escolhemos uma opção, seja porque não temos como decidir qual opção escolher, seja porque as opções existentes não nos agradam.
Algumas vezes essas opções nos parecem tão ruins, que achamos melhor ficar na dúvida do que tomar uma decisão.
Prefiro muito mais, depois de cinco anos, olhar pra trás e ter certeza que fiz uma escolha ruim, do que ficar na dúvida, mas tem alguns assuntos que é impossível tomar uma decisão.
Um exemplo? outras pessoas terão vários, mas eu tenho somente um.
Infelizmente é uma dúvida recorrente e por incrível que pareça me enfrenta todos os dias, em vários lugares durante um dia.
A fé é inquestionável. Não dá pra falar para uma outra pessoa não ter fé.
Por mais que nos pareça absurdo, sem sentido ou esdruxulo, é extremamente difícil enfrentar a fé das pessoas.
Fascinante é a renovação dos cultos que vemos.
Intrigante é a entrega das pessoas a algo que não entendem.
Vemos alguns filmes onde são questionados alguns valores, exemplo: "A vida da sua filha vale mais do que a vida do meu filho?" ou uma opção que muitos jamais pensarão: (no filme) "eu vou morrer em breve, mas você irá viver. Hoje para você eu sou a alegria de viver. Me abandone hoje para que você jamais esqueça da sua alegria de viver e como ela é. Não irei te menosprezar por isso e acredite, você será inesquecivel, no bom sentido, até o fim da minha vida."
Ver essas idéias nos filmes é muito bom para a mente e caso você tenha perdido alguém querido, extremamente emocionante. Certamente não é o mesmo caso que no filme, mas sempre há a lembrança.
Os momentos bons são fáceis de serem lembrados, mas os momentos de abandono, aqueles que causam remorso, que nos lembram que ficamos em dúvida, que tivemos medo ao não saber o que fazer, e que após fazer a escolha errada temos a certeza que iremos nos lembrar por um bom tempo dessa escolha.
A um jovem de dezesseis anos, saindo do colégio, tenho certeza que cinco anos parecem uma eternidade, uma pessoa se formando na faculdade, vê os mesmos cinco anos como um tempo curto, incapaz de curar algumas dores. Não precisa curar, bastaria tapar com uma pá de cimento no mais profundo buraco da alma para não ser lembrado.
Uma alternativa; a fé; que parece lúcida é o amor.
Não o amor que implica o sexo.
O amor incondicional, a entrega a algo que acredita, a troca de confiança.
Romântico, e infelizmente não espero tão cedo esse amor, e muito menos me dedicar a fé ou as igrejas.
Não tenho amargura das coisas que acontecem, nem ódio contra outras pessoas, e nem mesmo qualquer objetivo concreto capaz de melhorar a minha vida ou dos outros.
Só há a opção de tentar aprender mais.
Nesse caso, hoje, não há sequer a dúvida.

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